sábado, 2 de junho de 2012
Água Pura em vez de Refrigerantes Diminui Risco de Desenvolver Diabetes
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Mesmo pouco frequente utilização de pílulas para dormir ligada a aumento da mortalidade
Usando um banco de dados do sistema de saúde rural, pesquisadores parearam mais de 10.000 adultos que usaram hipnóticos com quase 24.000 que não usaram. O hipnótico mais usado era zolpidem (por exemplo, Lioram) e temazepam (por exemplo, Restoril). Durante 2,5 anos de observação, 6% dos usuários de hipnóticos e 1% de não usuários morreram.
Após o ajuste para comorbidities, uso de hipnótico foi associado com um risco elevado de morte, com o risco aumentando com o número de doses utilizadas. No entanto, até mesmo adultos que tomaram apenas 0,4 a 18 comprimidos por ano tiveram um risco de mortalidade significativamente aumentado em comparação com os não usuários (hazard ratio 3,6). Além disso, a utilização de mais de 18 comprimidos por ano foi associada com risco aumentado de câncer.
Questionado a comentar, Dr. Peter Roy-Byrne, editor-chefe do Jornal Watch psiquiatria, disse: "Enquanto uma conclusão provocativa, é difícil conceber um mecanismo que seria responsável por aumentos na mortalidade com apenas um punhado de pílulas para dormir tomadas anualmente."
BMJ Open article (Free)
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Consumo de açúcar deve ser regulado, afirmam cientistas
Doenças infecciosas foram ultrapassadas, pela primeira vez na história, por doenças não infecciosas. De acordo com as Nações Unidas, doenças crônicas não transmissíveis como câncer, diabetes e problemas no coração são responsáveis por cerca de 35 milhões de mortes ao ano.
Em comentário publicado na edição desta quinta-feira, 2, da revista Nature, três cientistas da Universidade da Califórnia em San Francisco destacam outro responsável pela mudança na saúde pública mundial, além do cigarro e do álcool: o açúcar.
Os autores afirmam que os efeitos danosos do açúcar no organismo humano são semelhantes aos promovidos pelo álcool e que seu consumo também deveria ser regulado.
O consumo mundial de açúcar, apontam, triplicou nos últimos 50 anos. E, apesar de os Estados Unidos liderarem o ranking mundial do consumo per capita do produto, o problema não se restringe a esse ou a outros países desenvolvidos.
“Todo país que adotou uma dieta ocidental, dominada por alimentos de baixo custo e altamente processados, teve um aumento em suas taxas de obesidade e de doenças relacionadas a esse problema. Há hoje 30% mais pessoas obesas do que desnutridas”, destacaram os autores.
Mas eles destacam que a obesidade não é o principal problema neste caso. “Muitos acham que a obesidade está na raiz de todas essas doenças, mas 20% das pessoas obesas têm metabolismo normal e terão uma expectativa de vida também normal. Ao mesmo tempo, cerca de 40% das pessoas com pesos considerados normais desenvolverão doenças no coração e no fígado, diabetes e hipertensão”, disseram. Eles destacam que a disfunção metabólica é mais prevalente do que a obesidade.
No fim das contas, o problema é maior nos países menos ricos. Segundo o estudo, 80% das mortes devidas a doenças não transmissíveis ocorrem nos países de rendas média ou baixa.
De acordo com os autores do artigo, o cenário chegou a tal ponto que os países deveriam começar a controlar o consumo de açúcar. A regulação poderia incluir, sugerem, a taxação de produtos industrializados açucarados, a limitação da venda de tais produtos em escolas e a definição de uma idade mínima para a compra de refrigerantes.
Mas, diferentemente do álcool ou do cigarro, que são produtos consumíveis não essenciais, o açúcar está em alimentos, o que dificulta a sua regulação. “Regular o consumo de açúcar não será fácil, especialmente nos ‘mercados emergentes’ de países em desenvolvimento, nos quais refrigerantes são frequentemente mais baratos do que leite ou mesmo água”, destacaram.
O comentário The toxic truth about sugar, de Robert H. Lustig, Laura A. Schmidt e Claire D. Brindis, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,consumo-de-acucar-deve-ser-regulado-afirmam-cientistas,830533,0.htm
• Public health: The toxic truth about sugar.
Nature. 2012 Feb 1;482(7383):27-9
• Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA
Resolução ANVISA nº 24, de 15 de junho de 2010
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
A vitamina D reduz o risco de fratura, mas seus efeitos sobre o Câncer e doenças cardiovasculares não são claros
Uma revisão, empreendida para ajudar os USPSTF, conclui que a vitamina D, combinado comsuplementos de cálcio, reduz o risco de fraturas em idosos. O efeito é maior entre adultos institucionalizados do que entre aqueles que vivem na comunidade ou entre mulheres pós-menopáusicas.
A revisão aponta outras pesquisas ligando hipovitaminose D com doença cardiovascular, mas diz que podem haver vários fatores de confusão no trabalho de análise de associação.
Annals of Internal Medicine revisão para USPSTF (resumo grátis)
Annals of Internal Medicine revisão narrativa (resumo grátis)
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Melhor condicionamento físico associado à menor mortalidade em homens, independente do peso
Aproximadamente 14.000 homens fizeram exames clínicos iniciais (idade média 44 anos) e então 6 anos depois. Condicionamento físico foi avaliado – em equivalentes metabólicos (METs) – nos dois exames e a mortalidade foi avaliada 11 anos após o último exame.
Entre os achados do estudo estão:
- Manter ou melhorar o condicionamento físico entre os dois exames conferiu menor risco de morrer mesmo após controlar para alterações no IMC.
- Para cada 1-MET a mais em condicionamento o risco de morrer por qualquer causa e por doença cardiovascular caiu em 15% e 19% respectivamente.
- Mudanças no IMC não foram preditores independentes de mortalidade.
Artigo (resumo em inglês grátis)
domingo, 4 de dezembro de 2011
Pessoas com excesso de peso comem menos vezes que os magros
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Médicos alertam que falta de vitamina D prejudica coração
NOVA YORK — Pessoas com baixo nível de vitamina D no sangue que usaram suplementos para normalizá-lo tiveram reduzido em mais de 50% o risco de morte, em comparação com aquelas que não fizeram a reposição. Este foi o resultado de um estudo feito com mais de dez mil pacientes por pesquisadores da Universidade de Kansas.
O estudo constatou também que 70% dos adultos pesquisados tinham deficiência desta vitamina, e que este grupo tinha maior probabilidade de desenvolver doenças cardíacas. A falta de vitamina D quase dobrou a chance de uma pessoa morrer, enquanto a correção do problema reduziu em 60% este risco.
— Esperávamos constatar que havia uma relação entre doenças do coração e deficiência de vitamina D, mas ficamos surpresos ao descobrir quão forte ela é — disse James L. Vacek, professor de cardiologia da hospital da Universidade de Kansas à agência Reuters.
A falta de vitamina D está relacionada a uma série de doenças, mas poucos estudos até agora haviam demonstrado que suplementos poderiam prevenir esses problemas.
Vacek and sua equipe analisaram os dados de 10.899 adultos cujos níveis de vitamina D haviam sido verificados no hospital da Universidade de Kansas, e perceberam que mais de 70% tinham menos do que 30 nanogramas por mililitro de sangue, o nível considerado suficiente para os especialistas.
Depois de avaliarem fatores como o histórico médico e os remédios utilizados por elas, os cardiologistas descobriram que as pessoas com baixos níveis de vitamina D têm duas vezes mais risco de desenvolver diabetes, 40% mais chance de ter pressão alta e 30% mais probabilidade de ter uma cardiomiopatia. Os pesquisadores fizeram publicar ainda no “American Journal of Cardiology” que os que têm menos vitamina D são três vezes mais propensos a morrer de qualquer causa.
A pesquisa, porém, não prova que a vitamina D é a causa dos efeitos observados — outros fatores, como doenças, poderiam ser responsáveis tanto pelas diferenças no estado de saúde quanto nos níveis de vitamina D de cada paciente.
Estudos anteriores já haviam mostrado que muitos americanos não têm vitamina D suficiente no organismo. A última pesquisa nacional sobre saúde e nutrição estimou que entre 25% e 57% dos adultos tinham baixos níveis de vitamina D, enquanto outros sugeriram que este índice fica acima de 70%. Para Vacek, o número é tão alto porque 90% desta vitamina são obtidos pela exposição ao sol e apenas 10%, por meio da comida.
Alguns alimentos, como óleo de peixe, ovos e produtos feitos com leite enriquecido também são boas fontes de vitamina D. Para absorvê-la a partir da luz solar, é preciso pelo menos 20 minutos de exposição por dia, diz Vacek.
No Norte dos Estados Unidos e em países como o Canadá, segundo especialistas, o sol não é forte o suficiente nos meses de inverno. Isso significa que os moradores desses lugares devem ter seus índices de vitamina D verificados por exames de sangue regularmente e tomar suplementos, se necessário. Em geral, Vacek recomenda que os adultos tomem entre mil e duas mil unidades internacionais (UI) diariamente.
— Mas, se você não tem deficiência de vitamina D, não pense que ela é uma pílula mágina que o fará viver mais tempo — alerta o médico. — A reposição é indicada para quem tem falta de vitamina D. Se for o seu caso, dois meses depois de começar a tomar suplementos verifique se o nível desta vitamina no seu organismo aumentou.
Fonte: O Globo
Artigo
sábado, 26 de novembro de 2011
Óleo de coco pode nos ajudar a perder peso?
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Novo estudo contesta relação entre celular e câncer
Segundo o estudo, realizado no Instituto de Epidemiologia de Copenhague, os casos de câncer no sistema nervoso central eram os mesmos entre os indivíduos que usaram celular durante um longo período de tempo - mais de 10 anos - e os que nunca utilizaram esse aparelho.
Durante um período de 18 anos, os pesquisadores acompanharam de perto a saúde de 350 mil pessoas, entre elas usuários de celular e pessoas que nunca tiveram acesso ao aparelho.
Com os resultados, os especialistas afirmaram que não conseguiram detectar aumento do risco de desenvolver tumores no sistema nervoso central entre aqueles que usavam regularmente o celular.
Apesar da descoberta, os pesquisadores dinamarqueses ressaltaram que ainda é preciso estabelecer o efeito que o celular provoca nas crianças.
Segundo Hazel Nunn, porta-voz de assuntos de saúde da ONG britânica Cancer Research, "estes resultados são a maior prova de que o uso de celular não parece aumentar o risco de câncer no cérebro".
Para o professor Malcolm Sperrin, especialista do Hospital Royal Berkshire, próximo a Londres, essas conclusões "revelam claramente que não há risco de se desenvolver câncer no cérebro".
O National Cancer Institute, nos Estados Unidos, reforça que até hoje não há evidências científicas de que a radiação emitida pelos aparelhos cause câncer em tecidos da cabeça e do pescoço.
Embora alguns estudos tenham apontado uma associação estatística entre o uso do celular e tumores no cérebro, a maioria das pesquisas não comprovou essa relação. Entre os motivos para a discrepância nos resultados, os especialistas apontam desde o viés no perfil dos participantes dos estudos até a falta de precisão ao relatar o uso do aparelho e as mudanças na tecnologia e formas de uso.
Há outros estudos em andamento. Um deles, que começou na Europa em 2010, vai avaliar cerca de 250 mil usuários ao longo de 20 ou 30 anos.
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,novo-estudo-contesta-relacao-entre-celular-e-cancer-,788593,0.htm
Alteração hormonal provoca ganho de peso em trabalhadores noturnos
Um novo estudo realizado por cientistas brasileiros sugere que trabalhadores noturnos apresentam alterações em funções hormonais que podem deixá-los predispostos a comer mais, ganhar peso e desenvolver síndrome metabólica - um conjunto de fatores de risco cardiovascular que inclui hiperglicemia, hipertensão arterial, obesidade e aumento da circunferência da cintura.
A literatura científica internacional já demonstrava que os trabalhadores noturnos têm mais tendência ao ganho de peso, além de maior risco de apresentar doenças cardiovasculares e outros indicadores de síndrome metabólica.
Mudanças de comportamentos alimentares associadas ao trabalho noturno - incluindo aumento do valor calórico e variações no horário e número de refeições - têm sido apontadas como a mais provável explicação para esse fenômeno.
Estudando os mecanismos biológicos que poderiam estar por trás das mudanças comportamentais, um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) descobriu que os trabalhadores noturnos apresentam alterações em funções hormonais estomacais que regulam a saciação - a sensação de estar satisfeito após a refeição -, o que pode levar ao ganho de peso.
O estudo foi coordenado por Bruno Geloneze Neto, da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. “Nossa conclusão é que a função hormonal estomacal de regulação da saciação sofre alteração nas pessoas que trabalham à noite”, disse Geloneze.
Segundo Geloneze, a literatura internacional aponta que os trabalhadores noturnos têm mais riscos de ganhar peso e desenvolver doenças cardiovasculares, associando esse fenômeno a um aumento do consumo calórico.
Mas, até agora, os estudos não haviam desvendado se esse aumento ocorria devido ao estresse causado pela quebra do ritmo biológico ocasionada pela vigília no período noturno ou por um fator de ordem puramente comportamental: como se a falta de estímulos no período noturno levasse a pessoa a comer mais - o que os cientistas suspeitam ser um mito.
“Fomos investigar um aspecto sobre o qual não há dados na literatura: como se comportam os hormônios gastrointestinais que controlam a fome e a saciação. Alguns estudos mostram que existe uma alteração nos níveis de leptina - um hormônio relacionado ao grau de adiposidade - nos trabalhadores noturnos. Mas não se sabia se a leptina se alterava como consequência do ganho de peso ou se era sua causa”, explicou.
As voluntárias foram submetidas a um teste de alimentação padrão, que consiste na ingestão de 515 calorias, com uma dieta hiperproteica e hiperlipídica. As trabalhadoras noturnas foram testadas durante o dia, em jornadas de folga. As trabalhadoras diurnas foram testadas no horário normal.
“Depois da alimentação, estudamos por três horas a produção de insulina e de três hormônios GLP-1 e PY-B36 - ambos com ação anorexígena -, de grelina, um hormônio produzido no estômago e que estimula a fome, e de xenina, hormônio que inibe a fome”, declarou.
No padrão normal de alimentação, pouco antes da refeição, os níveis de grelina se apresentam altos, enquanto os outros três hormônios apresentam níveis baixos. Depois da refeição, por um período de três horas, o GLP-1, PY-B36 e xenina aumentam e a grelina é reduzida.
“Nos indivíduos que trabalham à noite, os padrões de GLP-1 e de PY-B36 se apresentavam semelhantes ao das trabalhadoras diurnas. Mas identificamos uma alteração na produção de grelina entre as trabalhadoras noturnas”, disse.
“Outra diferença que observamos ocorreu em relação à xenina. Esse hormônio normalmente aumenta após a refeição, contribuindo para a saciação. Mas nas mulheres que trabalham à noite a produção de xenina não subiu”, disse o pesquisador.
“Quando falamos de tratamento da obesidade, precisamos levar em conta que as condições das pessoas são muito heterogêneas e uma abordagem terapêutica única pode ser ineficiente. Agora sabemos que para os trabalhadores noturnos seria preciso ter terapias focadas nesses mecanismos subjacentes, como, por exemplo, drogas que modulem a produção de xenina e grelina”, afirmou.
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,alteracao-hormonal-provoca-ganho-de-peso-em-trabalhadores-noturnos,789691,0.htm
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Suplemento de vitamina E aumenta risco de tumores
Pesquisadores dos EUA dizem que suplementos vitamínicos não são como 'canja de galinha' e podem fazer mal
A ingestão diária de uma dose de vitamina E, antes considerada uma promessa de prevenção contra o câncer de próstata, aparentemente tem o efeito inverso: aumentaria em 20% o risco de desenvolver esse tipo de tumor.
A descoberta está em artigo na revista especializada "Journal of the American Medical Association", mais conhecida como "Jama".
Trata-se de uma demonstração importante de que tomar vitaminas está longe de cair na categoria "se não fizer bem, mal não vai fazer". "As pessoas tendem a pensar que vitaminas são como canja de galinha", o que é errado, alerta o líder do estudo, Eric Klein, da Cleveland Clinic, nos Estados Unidos.
SEM MECANISMO
Klein e seus colegas afirmam que ainda não dá para saber qual o mecanismo biológico por trás do aumento do risco de câncer, mas consideram que os dados são suficientes para recomendar que os pacientes não tomem os suplementos vitamínicos.
O estudo publicado no "Jama" envolveu o acompanhamento de cerca de 35 mil homens, com idade superior a 50 anos, a partir de 2001.
Os pesquisadores forneceram aos pacientes, dependendo do subgrupo em que foram divididos, tanto vitamina E quanto o mineral selênio, cujo suposto efeito protetor contra tumores de próstata também estava sendo investigado. Num dos subgrupos, vitamina e selênio foram combinados, enquanto outro só recebeu placebo (inócuo).
Já em 2008, tinha ficado claro que os suplementos não estavam tendo efeito protetor, e a equipe da pesquisa recomendou que o uso de vitamina E e selênio fosse descontinuado. No entanto, foi preciso analisar os dados até este ano para que o aumento do risco fosse flagrado.
Esse aumento não é catastrófico, principalmente quando se olham os números absolutos: 620 dos pacientes que tomavam vitamina E desenvolveram tumores de próstata, contra 529 dos que tomavam apenas placebo -cada um desses grupos tinha quase 9.000 voluntários.
Os outros grupos também apresentaram número de casos ligeiramente maior do que o conjunto de homens que tomou só o placebo.
RELEVÂNCIA ESTATÍSTICA
No entanto, apesar da diferença sutil, as análises estatísticas conduzidas pelos pesquisadores mostram que o efeito negativo do suplemento de vitamina E é real -diferentemente do que acontece com os suplementos de selênio ou o suplemento combinado, por exemplo.
Como não há diferença importante entre estilo de vida, características étnicas ou outros fatores entre os vários grupos, os pesquisadores avaliam que o excedente de vitamina E provavelmente está por trás do risco maior.
É claro que a pesquisa não prova que a vitamina, um nutriente importante, faz mal para a saúde humana.
Mas, por via das dúvidas, tal como acontece com qualquer outro nutriente, a forma comprovadamente saudável de ingerir vitamina E é pela alimentação. Alimentos como espinafre, beterraba, tomate, azeitonas e mamão são ricos em vitamina E.
Fonte
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Médicos pedem fim de exame de PSA para prevenção do câncer de próstata
A recomendação é do US Preventive Services Task Force, grupo cientistas e pesquisadores influentes ligado ao governo americano, e foi baseada em cinco testes clínicos bem controlados.
"O teste não consegue mostrar a diferença entre tumores que irão ou não afetar um homem durante sua vida. Nós precisamos encontrar um que o faça", disse Virginia Moyer, da Baylor College e líder do grupo.
O PSA detecta a elevação de uma proteína produzida pela próstata e é um indicativo de câncer. O método, porém, é criticado por dar falsos-positivos. Uma dosagem alta de PSA, no entanto, também pode ser sinal de uma infecção ou crescimento benigno exagerado da próstata.
Com a sua popularização, as consequências devastadoras das biópsias e dos tratamentos que geralmente lhe são subsequentes começaram a aparecer. De 1986 a 2005, 1 milhão de homens foram tratados com cirurgia, radioterapia (ou ambos), o que não aconteceria sem o PSA. Entre eles, dizem os pesquisadores, pelo menos 5.000 morreram logo após a cirurgia e entre 10 mil e 70 mil outros sofreram complicações sérias. Pelo menos a metade apresentou frequentemente sangue no sêmen, além de muitos terem incontinência urinária ou impotência.
"Nós estamos desapontados. A questão é que esse melhor teste que nós temos, e a resposta não pode ser simplesmente 'não faça o exame'", diz Thomas Kirk, líder do Us Too, um dos maiores grupos de apoio à doença. Para os pesquisadores, não saber o que está acontecendo na próstata pode ser o melhor caminho.
Estudos em autópsias indicaram que um terço dos homens entre 40 e 60 anos têm a doença. Uma proporção que sobe para três quartos na faixa acima de 85.
A recomendação é válida apenas para homens saudáveis e sem sintomas. Os pesquisadores se pronunciaram se o teste é apropriado para homens que têm sintomas suspeitos da doença ou que já foram tratados contra ela.
Fonte: Folha de São Paulo
sábado, 10 de setembro de 2011
Café protege contra o diabetes
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Nem toda pessoa com IMC alto precisa emagrecer, diz estudo
Obesos que levam uma vida saudável são menos propensos a problemas cardiovasculares, afirmaram pesquisadores da Universidade de York, em Toronto, no Canadá, que analisaram dados coletados de seis mil americanos obesos durante 16 anos, e compararam o risco de mortalidade deles com o de 23.309 indivíduos com peso normal.
"Nossos resultados questionam a ideia de que todos os obesos precisam perder peso", declarou Jennifer Kuk, professora na escola de York de Ciência da Saúde, autora principal do estudo publicado na revista Applied Physiology, Nutrition and Metabolism. De acordo com Jennifer, tentar perder peso e fracassar pode ser pior que manter um elevado peso corporal e levar um estilo de vida saudável que inclua atividade física e dieta equilibrada com muita fruta e verdura.
Os pesquisadores utilizaram o sistema de classificação da obesidade de Edmonton (EOSS, na sigla em inglês) que, segundo afirmam, é mais confiável que o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC) baseado no peso e na altura, e que aquele que mede a circunferência da cintura. O novo sistema, desenvolvido pela universidade canadense de Alberta, estabelece cinco fases da obesidade, levando em conta, além do IMC e do tamanho da cintura, parâmetros clínicos que indicam a presença de doenças frequentemente agravadas pela obesidade, como diabetes, hipertensão e problemas coronários.
Embora um índice elevado de IMC esteja associado com um maior risco de doenças relacionadas com a obesidade e de mortalidade, essa é uma medida indireta, que não distingue entre tecido gorduroso e magro, nem leva em conta o estilo de vida das pessoas. Por isso, de acordo com a classificação EOSS, duas pessoas com IMC acima de 30, considerada obesas, devem ser avaliadas distintamente.
Para o chefe do grupo de obesidade do Hospital das Clínicas da USP, Marcio Mancini, o estudo acerta ao não se basear exclusivamente no IMC. "O método utilizado leva em consideração a presença de doenças associadas à obesidade e não se limita a usar somente o peso e a altura." Segundo Mancini, os resultados da pesquisa se justificam porque "há obesos 'metabolicamente normais', que não desenvolvem diabetes, não têm alteração de colesterol e triglicérides, mas podem ter outras complicações como osteoartrose, apneia de sono, aumento de acidentes e câncer relacionado à obesidade. Por outro lado, há magros 'metabolicamente obesos', que ganham poucos quilos predominantemente no abdome, fígado, músculos e desenvolvem diabetes com IMC na faixa de normalidade ou sobrepeso."
Comparados com as pessoas com peso normal, os indivíduos com EOSS 2 e 3 (o índice vai de 0 a 5: quanto maior, pior) possuíam maior risco de morrer por doenças cardiovasculares e câncer. "Ou seja, um homem barrigudinho com peso normal pode ter um risco muito maior do que uma mulher com obesidade e gordura acumulada em coxas e quadris", avalia Mancini. Segundo Jennifer, os critérios do EOSS podem se tornar uma poderosa ferramenta para os médicos avaliarem quem deve ou não perder peso e a identificar pacientes obesos com maior chance de desenvolver problemas de saúde.
Fonte
Artigos Relacionados:
• Edmonton Obesity Staging System: association with weight history and mortality risk.
Appl Physiol Nutr Metab. 2011 Aug 14. [Epub ahead of print]
• Systematic review of the long-term effects and economic consequences of treatments for obesity and implications for health improvement
Health Technol Assess. 2004 May;8(21):iii-iv, 1-182.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Fogachos: A estrada é mais longa que pensávamos?
Sintomas vasomotores (fogachos) podem persistir por uma década ou mais, dependendo de quando começaram.
Fogachos, a queixa mais comum da menopausa, foi relatada durando de 6 meses a mais de 5 anos (JW Womens Health Jun 18 2009). Para compreender melhor este sintoma incômodo, pesquisadores fizeram um estudo populacional prospectivo tipo coorte (Penn Ovarian Aging Study) em que 259 mulheres entre 35 – 47 anos sem usarem reposição hormonal foram seguidas por 13 anos, tempo em que passaram pela menopausa.
A duração média de fogachos moderado a grave foi de 10,2 anos. As mulheres que relataram tais fogachos quando entravam na transição da menopausa foram mais prováveis de experimentá-los por mais tempo (11,2 anos) que as mulheres que começaram a senti-los durante a fase final ou na pós-menopausa. Análise ajustada mostrou que os fogachos duraram mais nas negras que nas brancas, e nas não-obesas que nas obesas. Entre as fumantes a duração foi semelhante.
Comentários: o tratamento mais efetivo para os sintomas vasomotores é terapia hormonal. Contudo, os médicos são encorajados a tratar as mulheres pelo menor tempo possível.
Este estudo fornece mas informação que tão longo o “menor tempo possível” pode ser.
— Anne A. Moore, WHNP/ANP-BC, FAANP
Published in Journal Watch Women's Health May 12, 2011
Citation(s):
Freeman EW et al. Duration of menopausal hot flushes and associated risk factors. Obstet Gynecol 2011 May; 117:1095.
- Medline abstract (Free)
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Quantidades razoáveis de pimenta vermelha ajudam a inibir o apetite
SÃO PAULO - A pimenta vermelha mostra que pode ser uma boa aliada para quem está de dieta. De acordo com uma pesquisa da Universidade de Purdue, dos Estados Unidos, ela ajuda a inibir o apetite por comidas consideradas pouco saudáveis, como as gordurosas.
Mas o efeito ocorre apenas entre aqueles que não costumam comer pimenta. Quando o organismo acostuma com ela, o "benefício" deixa de existir.
A substância responsável pela inibição é a capsaicina, que dá a ardência típica das pimentas vermelhas. Outros estudos já mostraram que ela reduz a fome, aumenta o gasto de energia e a queima de calorias.
O estudo da Universidade de Purdue, publicado na revista científica Physiology & Behavior, observou os efeitos da pimenta vermelha em quantidade que é considerável suportável por todas as pessoas. Para testá-la, os pesquisadores selecionaram 25 pessoas que não apresentavam sobrepeso, 13 delas gostavam de comida apimentada e as outras 12 não gostavam. Os grupos ficaram sob observação durante seis semanas.
Em geral, o consumo de pimenta vermelha aumentou a temperatura corporal e a queima de calorias por meio de um processo natural de gasto de energia. Aqueles que não costumavam comer alimentos apimentados apresentaram uma queda na sensação de fome, principalmente em relação às comidas gordurosas, salgadas e doces.
Mesmo com os resultados animadores, os pesquisadores lembram que apenas comer pimenta vermelha não fará a pessoa perder peso. "Esta descoberta deve ser considerada uma peça no quebra-cabeça porque a ideia de que uma pequena mudança irá reverter a epidemia de obesidade simplesmente não é verdade. No entanto, se outras mudanças forem adicionadas, elas serão significativas em termos de gerenciamento do peso. Mudanças na dieta que não requerem grandes esforços, como salpicar pimenta vermelha na sua refeição, podem ser sustentáveis e benéficas no longo prazo, especialmente quando combinadas com exercícios e uma alimentação saudável", explica Richard Mattes, diretor do Centro de Pesquisa do Comportamento Ingestivo de Purdue.
Artigo Relacionado:
The effects of hedonically acceptable red pepper doses on thermogenesis and appetite
Physiology & Behavior, Volume 102, Issues 3-4, 1 March 2011, Pages 251-258
Effects of red pepper on appetite and energy intake.
Br J Nutr 1999 Aug;82(2):115-23.